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Sucesso do Clubhouse mostra o poder do áudio na comunicação

Clubhouse tem boom no Brasil

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Passei um tempo desvendando o Clubhouse, a nova rede social que teve um boom por aqui nos últimos dias.Caso ainda não tenha ouvido falar, o Clubhouse é uma plataforma de voz. As pessoas usam o app para conversar,e nada mais. A mecânica lembra um pouco o WhatsApp, com a vantagem de que a interação é imediata, como numa ligação telefônica. E o bate-papo acontece entre pessoas com interesses em comum. Agora há pouco, por exemplo, fiquei ouvindo um animado debate sobre a proximidade dessa nova rede com o Twitter. Ontem,“sintonizei” numa sala onde mães famosas discutiam a volta às aulas. Passei também por um grupo falando em japonês.Tem de tudo. A popularidade do Clubhouse está sendo construída com a ajuda de personalidades que começaram a conversar por lá, como Elon Musk, Mark Zuckerberg e Oprah Winfrey. No Brasil já deram o ar da graça Luciano Huck, Boninho,Astrid Fontenelle,Celso Portioli,Anitta…

O aplicativo,que em apenas um ano conseguiu juntar 6 milhões de usuários, foi criado no início de 2020 no Vale do Silício. O modelo de negócio ainda está em desenvolvimento, mas meu ponto é notar que o Clubhouse reforça a ideia de que o áudio e a voz são o futuro da comunicação. Para quem cresceu ouvindo rádio e trabalhou no veículo quase duas décadas, falar em futuro parece uma aberração. Mais correto é dizer que o áudio e a voz voltaram a protagonizar. Basta olhar para a explosão mundial do podcast. Formatos de áudio são mais fáceis de consumir e facilitam demais a comunicação, eliminando as dificuldades e ruídos que podem surgir na escrita.E pra mim a maior qualidade da comunicação através do áudio é a capacidade gigantesca de entregar empatia e personalidade. Coisa que um e-mail jamais fará por sua empresa.

Bem, por enquanto só é possível usufruir da rede se você tiver um Iphone. O aplicativo ainda não está disponível para Android. Mas para entrar no “Club” é necessário ser adicionado por um contato que já esteja na rede social, o que aguça ainda mais a curiosidade. Uma vez dentro do app, você pode participar das conversas ou criar a sua própria sala. Também é possível agendar a realização de um chat ou simplesmente conversar com um amigo de forma reservada.Fico imaginando as mil maneiras de usar essa nova rede social. Grupos de aulas, consultorias, paqueras, reuniões, coletivas de imprensa… Na verdade, ainda é cedo para dizer se estamos diante de uma empolgação passageira, mas a ideia parece tão boa que a concorrência, incluindo o Facebook, já prepara produtos similares.

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