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Videocast e podcast não são a mesma coisa

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Por Juliana Carreiro

Há mais de uma década as grandes rádios nacionais  entenderam que muitos de seus ouvintes sentiam a necessidade de ver o rosto dos seus comunicadores preferidos e de acompanhar, em vídeo, tudo que estava se passando dentro dos estúdios. Recentemente os consumidores de podcasts têm apresentado este mesmo gosto por alinhar imagem e áudio, comportamento que deu origem aos chamados videocasts.  

Tendência internacional 

Atento a esta tendência, o Spotify norte-americano já está disponibilizando aos produtores, em caráter de testes, a opção de postar vídeos. Segundo a plataforma “Os podcasts de vídeo permitem que os fãs se sintam mais conectados aos criadores por trás dos programas que amam: por meio do vídeo, os fãs podem conhecer seus podcasters favoritos – ou aqueles que acabaram de descobrir”. Agora é só questão de tempo para que esta ferramenta chegue até aqui e pelo jeito, não deve demorar muito. 

Fase embrionária

O conceito de videocasts  ainda gera muita confusão e não poderia ser diferente, pois ele ainda está sendo construído. Mas basicamente, a diferença deles para os podcasts é que eles transmitem as imagens das gravações feitas para os programas de áudio. Quando esta gravação é transmitida ao vivo pela internet, ganha o nome de webcast. Quer um exemplo? O irreverente programa de entrevistas Flow, que é transmitido ao vivo e diariamente pelo YouTube e tem marcado presença no disputado ranking semanal dos dez podcasts mais “ouvidos” do país.

Os criadores deste novo formato ainda têm muito a explorar; se o que vemos hoje é uma mera transmissão do que é feito para o áudio, em um futuro breve isso pode mudar. O próprio Spotify sugere aos seus produtores, que abusem da criatividade para imaginar tudo que os videocasts poderão fazer. Desde o desenvolvimento de cenários, até a produção das  imagens que serão transmitidas, que, segundo a plataforma, poderão ir além dos rostos de quem está falando. 

Um substitui o outro?

Lá atrás, quando as rádios começaram a transmitir seus programas pela internet, alguns comunicadores acreditavam que as imagens acabariam com a magia do rádio. Eles estavam certos? Não sei, não existe uma resposta para esta pergunta, é algo subjetivo. Só posso afirmar que podcast e videocast não são a mesma coisa e assim devem ser trabalhados, preservando suas características básicas. O podcast é reconhecido por seu alto índice de retenção – em torno de 80% – , por ser de consumo fácil  e pela sua ligação íntima com o ouvinte. O som faz o ouvinte voar, imaginar, criar suas próprias imagens. Se ao produzir um conteúdo você entrega as imagens, já não está mais fazendo um podcast e sim um produto que vai além do som. Nós da soupods somos apaixonados pelo som, pela voz,  e acreditamos no seu imenso potencial de emocionar, de aproximar e de se instalar na vida das pessoas como um amigo íntimo, valioso e presente.

De olho no mercado!

Sim, somos audilovers de carteirinha, mas se a sua ideia também é apostar nos videocasts e webcasts, estamos preparados para essa tendência, trabalhando em parceria com estúdios de gravação de video. As ferramentas estão te esperando, agora é só caprichar no conteúdo e na forma. Mas esse é assunto para outros posts. Até lá!

 

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